
Nada irrita mais do que um "shut up", "engole o choro", "cale a boca". Ditadura Militar. Cale-se! Governos autoritários. Revoltas. Enfim, conhecemos esse cenário. Existem pessoas que passaram a levar a opinião muito a sério e decidiram que para nunca mais correrem o risco de serem proibidas de falar a solução seria LEGISLAR A SUA OPINIÃO PESSOAL.
Agora para sistematizar e disciplinar sobre vontades existem grupos sagrados e profanos dispostos a lutar para que suas picuinhas e birras entrem na pauta de julgamento dos tribunais e também sejam o objeto da análise do legislativo. Do outro lado estão as pessoas alheias a essa briga toda coagidas a tomar um partido. Afinal, segundo Max Weber "neutro é aquele que se decidiu pelo mais forte".
Assim, os grupos encenam "barracos jurislegislativos" para se afrontar, reduzir o tempo do congresso nacional, dos tribunais, em suma, o nosso tempo e a nossa paciência para decidir sobre .......??? Aff! sobre um assunto individual de seus grupos (OBS: que nada disso se trata de direito individual indisponível). Então os subversivos fazem passeatas, brigam com o vizinho, brigam em redes sociais, dão entrevista em rede nacional, aparecem na folha de São Paulo. Pra quê? PRA PEDIR VOTO. E qual a meta do Mandato? CRIAR DIREITOS PARA O GRUPO E REDUZIR OS DIREITOS DO GRUPO ADVERSÁRIO. Sob qual argumento? TERRORISMO (morte de homossexuais, evangélicos,católicos, doença psicológica, perseguição religiosa e outras teorias da conspiração)
No entanto, as brigas dos que não vão se acertar nunca começaram a irritar as pessoas que almejam uma vaguinha para que o seu pedido seja analisado pelos órgãos deliberativos desse país. Digamos que esse terceiro grupo de pessoas quer que a máquina seja utilizada para coisas mais prioritárias como saúde, educação, ou seja, temas de maior relevância social. Só que não está na moda falar sobre o caos do SUS no barzinho ou no happy hour, ao contrário, os temas prioritários foram descartados porque as pessoas preferem e acham que é muito mais importante a briga dos intolerantes.
Como se isso não fosse suficiente disso surgiu um novo critério, inclusive, para eleger o presidente da república. Esse critério é: o que o presidente fará para privilegiar o grupo? Vetará ou aprovará uma lei? Eu não sei como chegamos nesse nível, mas infelizmente chegamos. O meu primeiro pensamento é "que mesquinharia", mas posso estar pecando porque um dos grupos envolvidos na briga é sagrado e com coisa sagrada temos medo de mexer, e o outro vai me chamar de liderança homofóbica e protestar na frente da minha casa, enquanto eu estiver na sagrada hora do meu descanso. POR QUE? porque ambos se chamam de intolerantes, mas não enxergam que são iguais e que ESTÃO PREJUDICANDO O PAÍS COM TANTA PICUINHA!
Então, surge um mercado muito bom para os líderes dos movimentos sociais chegarem ao poder, ahh e dos pastores também pra... dizer que farão a diferença, brigarem e atrasar os debates importantes.
Enquanto isso, as pessoas sensatas aguardam com muita fé o dia em que tamanho desrespeito com a coisa pública cesse para podermos levar esse país a sério!
quero conhecer esta pensadora que chamou minha atenção. bjs.
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